SEJA RIGOROSO NA HORA DE ESCOLHER UMA FRANQUIA, ISSO EVITA A PERDA DO INVESTIMENTO

FranquiaPor Melitha Novoa Prado*

Nesta semana, acontece em São Paulo mais uma edição da maior feira de franquias do mundo, a ABF Franchising Expo – entre os dias 12 e 15 de junho, no Expo Center Norte. É uma boa oportunidade para os interessados em abrir uma franquia conhecerem franqueadoras nacionais e internacionais interessadas em expandir suas redes.

Sinto que, como o franchising está em alta, ainda há pouco critério quando alguém quer optar por um negócio. Porém, minha experiência me diz o contrário: é preciso ser mais rigoroso na escolha por uma franquia.

Acredito que muitos negócios surjam por puro modismo. São produtos e serviços novos, que agitam o mercado por um tempo, mas que não duram. O que aconteceu com os franqueados que investiram nestas novidades? Muitos perderam o dinheiro de uma vida! O país está carente de infraestrutura – e é por esta razão que novas franquias de serviços são bem-vindas – limpeza, jardinagem, reparos etc. Diante desta realidade, é impossível negar que tais negócios podem ser considerados extremamente atrativos.

É preciso fazer uma análise detalhada dos números apresentados pela franqueadora. Na ânsia por abrir uma franquia, as pessoas negligenciam o estudo de viabilidade financeira do negócio. Depois, reclamam que não conseguem se manter, que não veem perspectivas de reaver o investimento e se desmotivam. Muitos chegam a se endividar, não conseguindo cumprir os compromissos com a franqueadora. Uma dica: procure ajuda de quem entende de números se esta tarefa for difícil para você. Eles precisam ser vistos e revistos antes de assinar o contrato.

Outra questão complicada para quem abrir uma franquia é o custo de ocupação dos imóveis. Os preços cobrados, atualmente, quase sempre são abusivos. Muitas vezes, eles inviabilizam a operação. É papel da franqueadora ajudar o novo franqueado na escolha do ponto e na avaliação dele. E vale a dica: antes de assinar o contrato de aluguel, fique atento ao prazo do contrato – se ele coincide com o prazo do contrato de franquia – e se há cláusulas “mal intencionadas” que podem trazer problemas futuros.

É preciso entender como funciona o sistema de franchising e fazer uma autoavaliação para escolher um negócio que também tenha a ver com a sua realidade de vida. Quem não se identifica com a atividade escolhida também começa em grande desvantagem.

 

*Melitha Novoa Prado é advogada, consultora de varejo e redes de franquia que atua na área preventiva.

A INOVAÇÃO COMEÇA COM UMA ATITUDE SIMPLES: A OBSERVAÇÃO

Inovação“A Alpargatas, por exemplo, só começou a fabricar as havaianas monocromáticas depois de observar que os consumidores invertiam o solado para deixar as sandálias mais bonitas.”

Sempre que se fala em inovar os empreendedores já ficam preocupados em como arranjar esforços adicionais para enfrentar o desafio. Por isso, a inovação fica relegada para o dia em que a empresa tiver mais tempo, mais dinheiro ou mais gente para executar novos projetos.

O que muitos não percebem é que a inovação começa com uma atitude simples, porém importante: a observação. A Alpargatas, por exemplo, só começou a fabricar as havaianas monocromáticas depois de observar que os consumidores invertiam o solado para deixar as sandálias mais bonitas. Claro que depois teve um longo processo de reposicionamento de marca, mas a origem da mudança começou com uma simples observação de mercado.

Outro exemplo claro disso é em relação ao emagrecedor Kifina, que surgiu após seus fabricantes perceberem que grande parte de suas clientes do colágeno hidrolisado Renova 31 entrarem em contato perguntando se a empresa não teria um emagrecedor para vender.

Portanto, tornar uma empresa inovadora requer, antes de tudo, atenção. Observar as necessidades do cliente, ouvir as sugestões de colaboradores, trocar ideias com fornecedores no dia-a-dia. Esta é a matéria-prima da inovação. E para isso, não tem desculpa: é possível começar já.

Por Alice Sosnowski

EMPREENDER É UMA ESCALADA

Empreender é uma EscaladaDaqui de Bariloche, Argentina, uma das principais referências para práticas de esportes de inverno na America do Sul, escrevo para a minha coluna no Canal do Empreendedor inspirado pela neve, chocolate quente, roupas quentes e, claro, mais brasileiros do que argentinos. Embora a maioria dos esportistas venha a Bariloche para esquiar, hoje encontrei alguns argentinos que também vem no verão para praticar alpinismo e desta conversa tiro algumas lições sobre empreendedorismo que compartilho com meus leitores.

Qualquer um que vai começar a escalar não vai direto para a montanha mais escarpada, pelo contrário, deve começar com atividades pequenas para depois se aventurar em desafios em que o grau de complexidade e dificuldade vai aumentando aos poucos. O empreendedor pode até vislumbrar um futuro em que se estará à frente de um grande negócio, mas seus primeiros passos são com um pequeno negócio tradicional, diretamente proporcional à sua atual capacidade, competência e recursos financeiros, mesmo que nem seja um negócio ainda, mas um projeto, como por exemplo, realizar um evento, montar uma exposição, organizar um mutirão para limpar a praça, são coisas pequenas que já vão testando o empreendedor e suas competências básicas de organização, administração de espaços, liderança, organização do tempo, gestão de recursos limitados, foco em resultados, superação de desafios e dificuldades e comunicação interpessoal.

Outra lição importante é: Não suba sozinho. Por mais que você se sinta preparado e seja autosuficiente. Os riscos são altíssimos e não dá para encará-los sozinho. Um sócio vai ajudá-lo naquilo que você não é muito bom. Vocês vão poder dividir decisões, discutir, debater e até brigar para saber que rumo tomar. Mesmo as brigas e pontos de vista diferentes são necessários para dar mais segurança a uma decisão em que todas possibilidades foram checadas. Um alpinista sempre precisa de alguém com quem contar, um apoio, um suporte de confiança, nem que seja só para emprestar o ombro para chorar se tudo der errado.

Não existem escaladas bem sucedidas sem um mínimo de planejamento. Montar uma boa base no pé da montanha, prever todas as circunstâncias possíveis para ir preparado, checar os equipamentos antes de sair, traçar a rota com antecedência, montar a equipe, verificar as condições climáticas, quanto mais informações houver, melhor será o controle sobre as incertezas, assim como a preparação antes de montar um negócio próprio.

Saber administrar muito bem os parcos recursos é outra habilidade importante. Você pode ter todo o dinheiro do mundo, mas na caminhada, vai estar a pé, com o que puder carregar apenas e com um recurso valiosíssimo, que é o ar, mais rarefeito na medida em que sobe a montanha. O empreendedor precisa saber tirar o máximo do mínimo. Para isso, precisa saber improvisar, saber restringir as despesas ao mínimo necessário e ter muita paciência para ir avançando aos poucos, um passo de cada vez, dentro do que é possível fazer com o que se tem nas mãos.

Por melhor que seja o planejamento, em alguns momentos, o risco pode ser tão alto que não compensa os ganhos. São famosas as histórias de alpinistas que, há poucos metros de atingir o cume, são obrigados a desistir por causa do mal tempo. O empreendedor precisa saber quando desistir, compreender que continuar tentando o que não está se mostrando viável pode ser prejudicial para ele e para se negócio. E a coisa nem precisa ser tão radical assim. Muitas vezes, é preciso compreender que um caminho pode estar dando indicações de que não vai levá-lo ao topo, seja pelo clima ou por obstáculos não previstos e a partir daí ter a coragem de voltar alguns bons metros para recomeçar novamente por outro caminho. Às vezes é preciso reconhecer que uma estratégia não deu certo e até mesmo abrir mão de um investimento feito em um mercado ou produto para tentar outra coisa diferente.

Por Marcos Hashimoto

O CUIDADO COM O CAPITAL DE GIRO E O FLUXO DE CAIXA

Fluxo de CaixaA dinâmica do capital de giro impacta diretamente no fluxo de caixa.
Geralmente, empresas em fase de expansão precisam de investimentos adicionais, uma vez que a previsão de um faturamento maior irá refletir em um volume maior de contas a pagar.

A melhor forma de cobrir a necessidade adicional de capital de giro é usar o lucro gerado pela própria empresa. É um dinheiro mais “barato” que os produtos oferecidos pelas instituições financeiras, no entanto, muitas vezes os lucros gerados não são suficientes para cobrir essa necessidade. É quando entram em jogo as linhas de credito bancárias.

Se a captação desse tipo de recursos for feita de forma planejada, é uma opção válida e pode contribuir para o crescimento do negócio. Esse recurso é muito conhecido no mercado e tem o nome de “alavancagem financeira”.

Portanto, o cuidado com o capital de giro é uma constante, pois mesmo com vendas crescentes e boas margens de lucro, serão necessários mais investimentos, já que aumentar vendas significa também crescer os custos e despesas operacionais.
Esse cuidado vale também para os tempos de vacas magras. No período de queda nas vendas, é preciso lidar com equilíbrio a baixa no faturamento e um alto volume de estoque parado.

É possível passar pelo período, desde que se diminua os estoques e se ajuste o quadro de funcionários. A arte da negociação com fornecedores e um planejamento antecipado são diferenciais para negócios que almejam a solidez e a sustentabilidade.