COMO CALCULAR O FRETE DO SEU E-COMMERCE E EVITAR “CARRINHOS ABANDONADOS”

Como Calcular o FreteTodos os gerente e proprietários de e-commerce, já se depararam com um mesmo desafio, a precificação do frete. Além da importância da definição de um método de envio ágil e adequado ao negócio, o vendedor deve se preocupar com os custos de envio.

Um dos grandes fatores de abandono de “carrinho de compra” nos e-commerce são os valores relativos ao frete. Muitas vezes o e-shopper visualiza o valor do produto, mas não está “preparado” para arcar com o valor do frete e abandona a compra. Nesse caso, o cliente normalmente busca um concorrente seu, onde o valor final (Preço+Frete) seja inferior ao praticado pelo seu e-commerce.

Para evitar tais perdas, o varejista deve pesquisar os custos de envio dos seus concorrentes, para que possa usar de parâmetro em seu e-commerce.

Existem diversas formas estratégicas de definir custos de frete, entre eles:

Custos reais: Quando o valor é definido pelos custos de envio do produto para o e-commerce. Ao definir essa estratégia, o site deve se basear nos custos de tabela de sua transportadora, somada aos seus custos de pessoal e material envolvidos na atividade.

Custos do mercado: Definido pelo valor de frete praticado pelo mercado ou por um concorrente específico. Essa também pode ser uma forma eficaz de barganhar custos com seus fornecedores. Lembre-se que a diferença do custo real, para o praticado, será de responsabilidade do e-commerce. Analise bem essa diferença e o impacto em seu caixa.

Frete grátis acima de um determinado valor: Forma eficaz de incrementar o ticket médio de sua loja. Para descobrir o valor base para oferecer o frete grátis, Calcule o ROI dos resultados esperados x Incrementos de custos.

Frete grátis para um produto específico: Muito utilizado para dar destaque ou limpar o estoque de um produto específico.

Ação de frete grátis por período determinado: Ótima alternativa para gerar vendas em períodos de baixa demanda. Também pode ser usado em períodos pós pico de venda, para ativar os leads gerados.

Frete grátis para uma região específica: Serve para intensificar sua força em determinada região geográfica. Muito utilizado por e-commerce que querem aumentar sua presença em seu estado de origem, diminuindo assim o peso dos custos de frete nas futuras vendas.

Lembre-se que não existe uma estratégia “definitiva” de precificação de frete. O bom gestor deve compreender seu mercado, concorrentes e clientes, para que possa oferecer o valor mais adequado para cada período ou produto. Diminuindo assim, o fantasma dos “Carrinhos abandonados”.

Fonte: João Leão, diretor da PGeC, empresa especializada em gestão estratégica de e-commerce, via blog do E-commerce Brasil

STARTUPS TEM NO COMANDO 55% DE JOVENS ENTRE 20 E 23 ANOS

O cenário do empreendedorismo digital e da inovação se amplia cada vez mais no País. Levantamento da Associação Brasileira de Startups (AB Startups) aponta que hoje há em torno de 10 mil pequenas empresas do tipo em atividade no Brasil sendo que há cerca de  1.400 cadastradas na base de dados parceira da associação, o BizStart.

O que antes era uma febre por concursos públicos, como o exemplo de Kalebe Dionísio, recordista brasileiro em aprovação. Hoje os jovens já conseguem enxergar no empreendedorismo uma alternativa viável de carreira e liberdade financeira.

No comando desses empreendimentos, como não poderia deixar de ser, 55% são jovens entre 20 e 23 anos, que essencialmente têm formação em áreas como tecnologia, marketing ou administração.

Startups

Mesmo que esse modelo atue hoje em condições de extrema incerteza devido à burocracia, alta carga tributária e até pela necessidade de educar melhor esses empreendedores para montar planos de negócio, o segmento atraiu US$ 850 milhões (R$ 1,7 bilhão) em investimentos em 2012, segundo a AB Startups.

Paolo Umberto Petrelli, diretor da entidade na região Centro-Oeste que também é um desses empreendedores, explica que a entrada de capital nessa indústria vem crescendo “absurdamente”. Em 2005, explica, a média anual de investimentos era de US$ 700 milhões. Desde então, esse montante vem aumentando em torno de US$ 300 milhões por ano. “É uma indústria que cria oportunidades e destaca o País no quesito inovação”, ressalta Petrelli.

Projeto – Além de se organizar em uma associação sem fins lucrativos criada no formato startup, dirigida por jovens criadores de empresas do tipo para atuar no desenvolvimento da cena no País e fomentar o empreendedorismo digital, esses empreendedores já se movimentam em outras esferas: tramita no Senado Federal o Projeto de Lei 321/2012, que isentaria de impostos empresas desse porte com receita bruta de até R$ 30 mil por trimestre.

Sob responsabilidade do senador Agripino Maia (DEM-RN), o projeto é de autoria dos estudantes da Universidade de Brasília (UnB), Lucas Bispo de Oliveira e Murilo Medeiros. No início de fevereiro, a AB Startups lançou uma petição online para recolher assinaturas para apoiar o projeto.

“É importante que o governo entenda que as startups precisam de atenção especial, pois na maioria das vezes trabalham com inovações que exigem dinheiro, agilidade e pouca burocracia”, afirma Gustavo Caetano, membro do conselho da AB Startups e CEO da Sambatech, empresa pioneira no conceito de logística digital que oferece soluções de vídeos online. “Com a aprovação dessa lei, o governo mostrará que aposta nessa nova modalidade de empresa como futuro do País”, acredita Caetano.

Aprendizado – Não só o cenário de incertezas pode atrasar o desenvolvimento de uma startup. Petrelli explica que é comum esses empreendedores se entusiasmarem para entrar na “onda” do mercado, achando que basta apenas conseguir dinheiro para financiar a ideia. Porém, que não dá para começar um negócio à espera de faturar milhões sem trilhar o caminho do aprendizado: o correto, diz ele, é buscar conhecimento para criar um projeto no menor tempo possível e com investimento menor, além do apoio de metodologias que ajudam a diminuir riscos e ensinam como validar sua ideia até encontrar um modelo de negócio ideal.

O professor Cláudio Vilar Furtado, diretor executivo do Centro de Private Equity e Venture Capital da Fundação Getúlio Vargas (GVCepe) explica que, apesar de a cultura startup estar chegando fortemente ao Brasil há muito trabalho à frente no que diz respeito a educar esses empreendedores. “Quando se fala em startups brasileiras, pode-se dividir em 50% que efetivamente têm conteúdo inovador, e 50% que não têm. E se hoje há 6% ou 7% de empresas do tipo com bom conteúdo tecnológico, apenas uns 2%  vão receber investimento de fundos de venture capital e outros”, diz.

“Há empreendedores de muita iniciativa, mas que não trazem verdadeiro diferencial para o mercado. A dificuldade é grande em encontrar os que possuam profunda visão de negócio para se enquadrar no panorama das startups. Muitas vezes, não se cria um negócio escalável para gerar um vetor de crescimento e se tornar uma supermarca, um produto de aceitação mundial, por falta de conhecimento”, afirma Furtado.

Engajamento – O principal problema que, além dos impactos tributários e burocráticos, faz com que 40% dessas empresas decretem falência antes de completar dois anos, segundo Petrelli, é desenvolver um produto que seria 100% funcional e inovador, e colocá-lo no ar sem conhecimento técnico para tentar validá-lo no mercado.

Para eliminar essa dificuldade, explica, o ideal é procurar incubadoras/aceleradoras de negócios ou participar de eventos específicos – como o Startup Weekend, realizado em fevereiro em Brasília, onde o empreendedor teve 54 horas para desenvolver uma ideia e descobrir in loco, junto ao público, se essas pessoas estão dispostas a utilizar –  e pagar – pelo seu produto.

“Há milhões em dinheiro entrando nessa indústria, mas há poucos empreendedores qualificados. É preciso mostrar que sua ideia é bem aceita no mercado”, afirma o dirigente da AB Startups.

Via Diário do Comércio

SEJA RIGOROSO NA HORA DE ESCOLHER UMA FRANQUIA, ISSO EVITA A PERDA DO INVESTIMENTO

FranquiaPor Melitha Novoa Prado*

Nesta semana, acontece em São Paulo mais uma edição da maior feira de franquias do mundo, a ABF Franchising Expo – entre os dias 12 e 15 de junho, no Expo Center Norte. É uma boa oportunidade para os interessados em abrir uma franquia conhecerem franqueadoras nacionais e internacionais interessadas em expandir suas redes.

Sinto que, como o franchising está em alta, ainda há pouco critério quando alguém quer optar por um negócio. Porém, minha experiência me diz o contrário: é preciso ser mais rigoroso na escolha por uma franquia.

Acredito que muitos negócios surjam por puro modismo. São produtos e serviços novos, que agitam o mercado por um tempo, mas que não duram. O que aconteceu com os franqueados que investiram nestas novidades? Muitos perderam o dinheiro de uma vida! O país está carente de infraestrutura – e é por esta razão que novas franquias de serviços são bem-vindas – limpeza, jardinagem, reparos etc. Diante desta realidade, é impossível negar que tais negócios podem ser considerados extremamente atrativos.

É preciso fazer uma análise detalhada dos números apresentados pela franqueadora. Na ânsia por abrir uma franquia, as pessoas negligenciam o estudo de viabilidade financeira do negócio. Depois, reclamam que não conseguem se manter, que não veem perspectivas de reaver o investimento e se desmotivam. Muitos chegam a se endividar, não conseguindo cumprir os compromissos com a franqueadora. Uma dica: procure ajuda de quem entende de números se esta tarefa for difícil para você. Eles precisam ser vistos e revistos antes de assinar o contrato.

Outra questão complicada para quem abrir uma franquia é o custo de ocupação dos imóveis. Os preços cobrados, atualmente, quase sempre são abusivos. Muitas vezes, eles inviabilizam a operação. É papel da franqueadora ajudar o novo franqueado na escolha do ponto e na avaliação dele. E vale a dica: antes de assinar o contrato de aluguel, fique atento ao prazo do contrato – se ele coincide com o prazo do contrato de franquia – e se há cláusulas “mal intencionadas” que podem trazer problemas futuros.

É preciso entender como funciona o sistema de franchising e fazer uma autoavaliação para escolher um negócio que também tenha a ver com a sua realidade de vida. Quem não se identifica com a atividade escolhida também começa em grande desvantagem.

 

*Melitha Novoa Prado é advogada, consultora de varejo e redes de franquia que atua na área preventiva.

A INOVAÇÃO COMEÇA COM UMA ATITUDE SIMPLES: A OBSERVAÇÃO

Inovação“A Alpargatas, por exemplo, só começou a fabricar as havaianas monocromáticas depois de observar que os consumidores invertiam o solado para deixar as sandálias mais bonitas.”

Sempre que se fala em inovar os empreendedores já ficam preocupados em como arranjar esforços adicionais para enfrentar o desafio. Por isso, a inovação fica relegada para o dia em que a empresa tiver mais tempo, mais dinheiro ou mais gente para executar novos projetos.

O que muitos não percebem é que a inovação começa com uma atitude simples, porém importante: a observação. A Alpargatas, por exemplo, só começou a fabricar as havaianas monocromáticas depois de observar que os consumidores invertiam o solado para deixar as sandálias mais bonitas. Claro que depois teve um longo processo de reposicionamento de marca, mas a origem da mudança começou com uma simples observação de mercado.

Outro exemplo claro disso é em relação ao emagrecedor Kifina, que surgiu após seus fabricantes perceberem que grande parte de suas clientes do colágeno hidrolisado Renova 31 entrarem em contato perguntando se a empresa não teria um emagrecedor para vender.

Portanto, tornar uma empresa inovadora requer, antes de tudo, atenção. Observar as necessidades do cliente, ouvir as sugestões de colaboradores, trocar ideias com fornecedores no dia-a-dia. Esta é a matéria-prima da inovação. E para isso, não tem desculpa: é possível começar já.

Por Alice Sosnowski

CONSUMIDORES “MAIS POR MENOS” E A NOVA CLASSE C

Consumidores “mais por menos”, é a nova forma de comprar da classe C. São pessoas cada vez mais exigentes com o que escolhem, mas que são conscientes na hora de gastar.

ConsumidoresA forma como esse consumidor busca pelos produtos nas lojas está mudando, enquanto antes o maior peso era dado para o relacionamento com o estabelecimento e ofertas de crédito, hoje, a principal busca é pelas marcas. Em pesquisas recentes, 61% dos pesquisados apontaram a marca como ponto fundamental na escolha de um produto, versus 39% pela forma de pagamento.

Os atributos mais valorizados, com exceção da marca, são:  preço, variedade e qualidade.

O preço porque ainda continua sendo relevante, a variedade porque o consumidor emergente busca mais alternativas para fazer suas escolhas, o que nos leva ao terceiro e quarto atributos: ele tem preocupação com durabilidade e segurança e, surpreendentemente, passa a referenciar marcas de predileção entre as suas escolhas, muito mais que puramente produto versus preço.

EMPREENDER É UMA ESCALADA

Empreender é uma EscaladaDaqui de Bariloche, Argentina, uma das principais referências para práticas de esportes de inverno na America do Sul, escrevo para a minha coluna no Canal do Empreendedor inspirado pela neve, chocolate quente, roupas quentes e, claro, mais brasileiros do que argentinos. Embora a maioria dos esportistas venha a Bariloche para esquiar, hoje encontrei alguns argentinos que também vem no verão para praticar alpinismo e desta conversa tiro algumas lições sobre empreendedorismo que compartilho com meus leitores.

Qualquer um que vai começar a escalar não vai direto para a montanha mais escarpada, pelo contrário, deve começar com atividades pequenas para depois se aventurar em desafios em que o grau de complexidade e dificuldade vai aumentando aos poucos. O empreendedor pode até vislumbrar um futuro em que se estará à frente de um grande negócio, mas seus primeiros passos são com um pequeno negócio tradicional, diretamente proporcional à sua atual capacidade, competência e recursos financeiros, mesmo que nem seja um negócio ainda, mas um projeto, como por exemplo, realizar um evento, montar uma exposição, organizar um mutirão para limpar a praça, são coisas pequenas que já vão testando o empreendedor e suas competências básicas de organização, administração de espaços, liderança, organização do tempo, gestão de recursos limitados, foco em resultados, superação de desafios e dificuldades e comunicação interpessoal.

Outra lição importante é: Não suba sozinho. Por mais que você se sinta preparado e seja autosuficiente. Os riscos são altíssimos e não dá para encará-los sozinho. Um sócio vai ajudá-lo naquilo que você não é muito bom. Vocês vão poder dividir decisões, discutir, debater e até brigar para saber que rumo tomar. Mesmo as brigas e pontos de vista diferentes são necessários para dar mais segurança a uma decisão em que todas possibilidades foram checadas. Um alpinista sempre precisa de alguém com quem contar, um apoio, um suporte de confiança, nem que seja só para emprestar o ombro para chorar se tudo der errado.

Não existem escaladas bem sucedidas sem um mínimo de planejamento. Montar uma boa base no pé da montanha, prever todas as circunstâncias possíveis para ir preparado, checar os equipamentos antes de sair, traçar a rota com antecedência, montar a equipe, verificar as condições climáticas, quanto mais informações houver, melhor será o controle sobre as incertezas, assim como a preparação antes de montar um negócio próprio.

Saber administrar muito bem os parcos recursos é outra habilidade importante. Você pode ter todo o dinheiro do mundo, mas na caminhada, vai estar a pé, com o que puder carregar apenas e com um recurso valiosíssimo, que é o ar, mais rarefeito na medida em que sobe a montanha. O empreendedor precisa saber tirar o máximo do mínimo. Para isso, precisa saber improvisar, saber restringir as despesas ao mínimo necessário e ter muita paciência para ir avançando aos poucos, um passo de cada vez, dentro do que é possível fazer com o que se tem nas mãos.

Por melhor que seja o planejamento, em alguns momentos, o risco pode ser tão alto que não compensa os ganhos. São famosas as histórias de alpinistas que, há poucos metros de atingir o cume, são obrigados a desistir por causa do mal tempo. O empreendedor precisa saber quando desistir, compreender que continuar tentando o que não está se mostrando viável pode ser prejudicial para ele e para se negócio. E a coisa nem precisa ser tão radical assim. Muitas vezes, é preciso compreender que um caminho pode estar dando indicações de que não vai levá-lo ao topo, seja pelo clima ou por obstáculos não previstos e a partir daí ter a coragem de voltar alguns bons metros para recomeçar novamente por outro caminho. Às vezes é preciso reconhecer que uma estratégia não deu certo e até mesmo abrir mão de um investimento feito em um mercado ou produto para tentar outra coisa diferente.

Por Marcos Hashimoto

7 DICAS PARA ATENDER A GERAÇÃO DOS SUPERCONECTADOS

Geração dos SuperconectadosPor Mateus Rabello* 

Quando falamos em poder de compra, as gerações Y e Z representam uma parcela significativa do mercado e, embora muitas empresas saibam disso, é escancarada a dificuldade de se comunicar e ainda maior de corresponder às expectativas desse público.

Com o enorme leque de possibilidades de escolhas entre marcas, produtos e serviços, é indispensável para a sobrevivência no mercado analisar, entender e procurar alternativas para atender e criar vínculo com os tais superconectados. Alguns desafios a serem vencidos para que essa tarefa seja cumprida com êxito estão listados a seguir.

1 – Personalizar atendimento

Relacionar-se de maneira inédita é imprescindível para cativar esse público que só é impactado por algo que conversa diretamente com ele. Isso quer dizer que é preciso, antes de qualquer outra coisa, falar a mesma língua e entender seus interesses. É importante conhecer o histórico do cliente, desde o que costuma comprar, o que busca, onde frequenta, até como – e com quem –  interage, e assim mostrá-lo apenas o que for relevante e de uma forma com que se identifique.

2- Ser acessível e rápido

Estamos falando de uma geração que praticamente não se lembra como era a vida fora da rede, portanto seu relacionamento precisa acompanhar essa rotina. Estar presente em canais que esse público utilize e seja interessante para eles como Facebook, Instagram, Twitter e WhatsApp, fará com que, além de mais presente, você se torne acessível.  O acesso mobile também gerou a necessidade de atitudes e respostas que vão “direto ao ponto”, já que o cliente pode estar na fila do banco, no ônibus ou até atravessando uma faixa de pedestre. Isso reforça a necessidade de integrar os diferentes meios de interação para proporcionar as respostas na velocidade esperada.

3- Tornar-se compartilhável

Ao contrário do que os mais velhos costumam dizer, a faixa etária abordada é extremamente social, online e off-line, dai o fato do boca-a-boca – ou post-a-post – ter considerável relevância nas suas decisões. Além de buscar em amigos e conhecidos orientações e recomendações, são influenciados globalmente, fazendo com que a opinião da rede seja bastante importante e, destacando a necessidade de buscar ferramentas que permitam o compartilhamento de opiniões e informações sobre sua marca ou produto.

4-Prolongar a experiência do consumidor

As gerações Y e Z ultrapassaram o hábito de consumo apenas por consumo e procuram mais por experiência. Tem interesse por entender melhor como funciona, como vivenciar, o que consomem, por exemplo o comprador de cerveja artesanal que busca informações na rede sobre tipos de fermentação, ingredientes, origens. Também são dispostos a experimentar o novo, são impulsivos e procuram conveniência, portanto uma oferta boa na hora certa tem grande chances de fisgá-lo. Diante disso, oferecer promoções, informações e incentivos, baseados em informações de consumo que podem ser obtidas através de ferramentas como o CRM, fará com que o consumidor continue na sua rede e alimentando a empresa.

5- Tornar tudo mais visual

A velocidade da rede e do dia a dia aumentou a busca por conteúdos mais visuais, aqueles que apresentam informações mais “mastigadas”. Análises de comportamento do consumidor apontam que aproximadamente 68% deste público procura no Youtube antes de comprar alguma coisa. Apostar em vídeos, imagens e infográfico, sem deixar de lado o oferecimento de um bom conteúdo, tornará sua opção mais atraente. Por exemplo, se você vende impressoras, pode oferecer, além das informações do manual, um tutorial em vídeo.

6- Migrar para o autoatendimento

Não há praticamente ninguém que goste de ter que resolver problemas pelo telefone, mas a resistência desse público é ainda maior. Uma pesquisa recente revelou que 34% da geração Y prefere ir ao dentista a pegar o telefone e falar com o suporte. Portanto, soluções práticas, visuais e acessíveis como gifs, vídeos, artigos, optando pelo assíncrono agradam consideravelmente mais. Uma opção interessante é investir em uma base de conhecimento no seu site com artigos que apresentam soluções com uma linguagem simples e que possam ser encontradas por meio de pesquisa rápida, ou criar uma comunidade – fóruns – onde os próprios consumidores falam da sua experiência e apresentam soluções também. Vide gigantes como Google e Apple, que chegam a indicar tais fóruns aos seus consumidores durante ligações ao suporte.

7- Estar à frente

Por fim, antecipar problemas, informações e soluções com a  observação e coleta de dados, é a chave para reduzir a chance de descontentamento e trazer credibilidade ao que está sendo oferecido. Por exemplo, envio de e-mail avisando que a versão gratuita de um software vai expirar em tal data, evitará que o cliente perca o acesso sem saber de imediato o porque, ou ainda, o e-commerce que manda alertas com informações do local onde o produto está, tranquilizará o cliente que está aguardando a entrega.

* Mateus Rabello – Customer Success Manager do Moskit

O CUIDADO COM O CAPITAL DE GIRO E O FLUXO DE CAIXA

Fluxo de CaixaA dinâmica do capital de giro impacta diretamente no fluxo de caixa.
Geralmente, empresas em fase de expansão precisam de investimentos adicionais, uma vez que a previsão de um faturamento maior irá refletir em um volume maior de contas a pagar.

A melhor forma de cobrir a necessidade adicional de capital de giro é usar o lucro gerado pela própria empresa. É um dinheiro mais “barato” que os produtos oferecidos pelas instituições financeiras, no entanto, muitas vezes os lucros gerados não são suficientes para cobrir essa necessidade. É quando entram em jogo as linhas de credito bancárias.

Se a captação desse tipo de recursos for feita de forma planejada, é uma opção válida e pode contribuir para o crescimento do negócio. Esse recurso é muito conhecido no mercado e tem o nome de “alavancagem financeira”.

Portanto, o cuidado com o capital de giro é uma constante, pois mesmo com vendas crescentes e boas margens de lucro, serão necessários mais investimentos, já que aumentar vendas significa também crescer os custos e despesas operacionais.
Esse cuidado vale também para os tempos de vacas magras. No período de queda nas vendas, é preciso lidar com equilíbrio a baixa no faturamento e um alto volume de estoque parado.

É possível passar pelo período, desde que se diminua os estoques e se ajuste o quadro de funcionários. A arte da negociação com fornecedores e um planejamento antecipado são diferenciais para negócios que almejam a solidez e a sustentabilidade.